quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O ESPELHO QUEBRADO

I Você espelho, como um vulto Que aparece, e beija esta minha face É como um disfarce Que fica, como masara, bem oculto II Já em minha frente se esconde Torna-se culto, Eu sei, e em absoluto Somente articula, não responde III Perturbado, num fantástico - mundo, Fiquei estático Ao lhe tocar com força caia E, num estardalhaço Toda minha imagem dali sumia IV Como era de vidro, ficou esfacelado Se tornou estilhaço Agora todo aquele espaço, O que restou do traçado Pois, àquela forma,pela qual estava eu envolvido Quebrado é colorido Que sob o sol já se transforma V O que ele era, E a imagem respondia Um simples objeto postado Que, dentro de uma madeira escondido. Ocultava e escondia O meu rosto todo desfeito VI Ele de cada faceta reluzente Agora sob a luz do sol ardente Já é objeto perdido

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