sexta-feira, 21 de setembro de 2012
A BOLA SETE
I
De repente a bola sete
Muito fogo, muito confete
Um tablado, uma mesa
Ai não existe tristeza
II
Lá fora, muita folia
Um palhaço numa mula preta
Em regozijo, fazendo careta
Segue em desfile, levando alegria
III
No recinto, uma caçapa
Um tablado, um verde sobre a mesa
Numa tacada, uma bola escapa
Sob um foco de luz bem acesa...
IV
É carnaval... lá fora alegria e graça
O palhaço se movimenta
Anima a festa com jaça
Logo, todo povo, todo ambiente, esquenta
V
No recinto, o jogo, o tablado, bolas espalhadas
Que dispostas, lado a lado
Elas ali bem engajadas
Torna o ambiente viciado
VI
Na festa, uma trombeta
O carnaval vai deixando barulho
O palhaço arrasta a mula preta
Vi deixando para trás aquele entulho...
VII
É que durante a noite por inteiro
Todo restante do local só frieza
O taco na penumbra, sobre a mesa
Ali fica mergulhado, todo na poeira
VIII
E no regozijo da festa agora
Em todo recinto, a luz fora apagada
Puxa... é chegada a madrugada
Vai deixando o palhaço todo desconsolado.
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